18 March 2012 @ 02:16 pm
Meme: 30 dias de Uma História [13]  
Dia 13 ▸ Descreva os três cenários que mais aparecem na história


O Plazza

O Plazza é um local fictício - até onde sei - apesar de existirem galerias parecidas com a minha idéia do que seria esse shopping, mas não no mesmo local.

A descrição foi retirada da própria história:

O Plazza é muito mais uma galeria que um shopping propriamente dito. O teto de vidro dispensa a iluminação artificial e, em alguns trechos, sua total ausência permite que o visitante observe o caminhar do sol pelo céu, ou mesmo perceber a chuva caindo. As lojas não são das mais sofisticadas, já que o centro da cidade deve abrigar os mais diversos tipos de consumidores, o que as obrigam a ser bastante diversas. As pessoas que passam por ali normalmente estão correndo de um lado a outro, utilizando o local para cortar caminho entre a estação de trem, o parque e o campus da universidade. Ele fica bem no centro, quase "entre" os jardins que ladeiam a Rua dos Príncipes.

Quem para na pequena praça de alimentação do Plazza geralmente está acompanhado de um copo de cerveja ou milk-shake comprado na hora num dos quiosques do local. Senão, está curtindo um papo com os amigos e colegas, ou esperando alguém para ir a um encontro – fora dali, claro. Na época em que Nick e Jaimie estudavam juntos na escola, eles costumavam parar no Plazza para ouvir música, ou matar aula. Quando Nicholas foi para a faculdade, este tipo de coisa passou a ocorrer com muito menos freqüência.

Foi na pracinha de alimentação do Plazza, aliás, que Jaimie conheceu Roxy, Thales e Ucker, todos apresentados por Nick dois meses depois de ter ingressado na universidade. Depois disso o parque passou a ser o local de encontro deles e o Plazza servia só para quando estivesse chovendo muito, ou quando a grama lhes parecia desconfortável demais.

O parque central (os Jardins da Princes Street)

O parque é, na verdade, o jardim da rua e da Universidade. Existe uma pista de cooper em todo o seu entorno, fazendo 50% das pessoas que realmente o frequentam serem jovens adultos que gostam de correr e/ou praticar esportes. Os outros 50% são compostos por aposentados e netinhos, turistas e vagabundos. Durante o dia, nos dias úteis, o parque acaba servindo de travessia para quem sai da faculdade e vai em direção à estação de trem, que fica do outro lado. Quem passa entre a cidade velha e a nova, também tem de atravessá-lo. Quase ninguém para, de verdade, para se sentar nos banquinhos. Os que fazem, preferem a grama aos assentos de madeira.

Retirado da história:

O parque da cidade tem muita área verde. Os moradores da região iam aproveitá-lo aos fins de semana, levando os animais de estimação para passear e as crianças para brincar no playground de areia. Nos dias de semana era um emaranhado de trabalhadores que o atravessava para chegar à estação central do metrô, ou ao shopping Plazza, do outro lado. Por isso o parque era sempre movimentado, mas escondia lugares pouco acessíveis, como a ponte no lado leste sobre o rio artificial – debaixo dela podia-se encontrar de tudo, até dinheiro – e as árvores de avelã no lado sul, sob as quais o grupo de garotos sempre se encontra para conversar e fazer suas festinhas particulares.

O estúdio

O estúdio, sim, é um local totalmente fictício, mas encaixado na realidade. E não é exatamente um estúdio propriamente dito, é só um local de ensaio.
Não há uma imagem real dele, apesar de eu ter tido inspiração em uma não consegui achar a original ;_;, então a foto acima é do início da rua onde ele é localizado. A arquitetura do estúdio que descrevo na fic não é exatamente congruente com a do local, mas... é.

Descrição na história da parte de fora:

A rua é estreita e pouco movimentada. Só carros populares conseguiam passar, e só em mão única. As casas eram apertadinhas e disputavam cada centímetro de espaço existente para construção. O centro era cobiçado, afinal de contas. Mais ou menos no meio do quarteirão, uma casinha de teto verde-musgo e com as paredes cremes, desbotadas e cheias de liquens pretos, era espremida entre outra casa de teto de tijolos vermelhos e uma lavanderia tradicional. A parte da frente dessa casinha, a que dava para a rua, não tinha nem três metros de comprimento. Havia somente persianas pequenas, fechadas e cobertas por um toldo verde puído, no topo do primeiro andar. No segundo, uma janela retangular de madeira, com no máximo 10cm de altura, mas também fechada. Tudo era muito desgastado pelo tempo.

Do lado esquerdo da casinha, havia um corredor de setenta centímetros de largura, o suficiente para uma pessoa magra passar confortavelmente. Ao fundo, uma moto preta ocupava todo o lugar, impedindo a passagem. Ela estava coberta por uma lona também preta, mas cheia de fuligens e poeira. Por sorte não era preciso ir tão fundo para chegar à porta da casinha, que ficava no meio daquela parede do corredor. Seu latão mostrava os sinais da última pintura porca, cheia de gotas de tinta preta seca e os contornos mal feitos. As ferrugens nas dobradiças ainda eram visíveis. Não havia maçaneta nem qualquer coisa do tipo, só uma fechadura bastante grande.

Descrição da parte de dentro:
O térreo é escuro e cheira a mofo e comida enlatada. Há um sofá de couro velho, marrom e puído, de três lugares, que fica mais ou menos no mesmo rumo da porta, mas mais ao centro do cômodo. O banheiro fica do lado esquerdo, aos fundos da porta. Existe um toca-fitas arcaico e uma vitrola acomodados na estante de madeira ao lado direito. Um micro-ondas de portas aberta na mesma estante, mais adiante. Caixas de som enormes ficam empoleiradas debaixo das persianas, na parede do lado direito. Atrás delas, debaixo de uma lona preta, um conjunto de tambores que caracterizam a bateria de Nick debaixo da bagunça.

Sobre uma caixa de som mais baixa, outro instrumento coberto por sua carcaça protetora: a guitarra de Rox. A única lâmpada do recinto tem uma cor amarelada e fria. Do sofá, podemos ver a outra estante de madeira, a qual acomoda uma pequena TV com as antenas esmagadas, um tocador de DVD e um som stereo grande, cujos fios estam conectados às caixas amontoadas perto da outra parede. Ali, embaixo da TV, também há uma pequena geladeirinha, daquelas que a gente vê em hotéis. Dentro dela, algumas latinhas de cerveja, algumas frutas quase apodrecidas, pelo menos uma garrafa de vodca, água e leite.

Atrás do sofá, uma confusão de roupas, calçados e objetos não identificados. Do lado esquerdo e acima dessa bagunça peculiar, uma escada de madeira que rangia todas as vezes que alguém a usava. Não havia corrimão nem nada, só as tábuas que levavam a uma portinhola também de madeira. Era uma abertura parecida com aquelas que existem nos navios, onde se separa a carga do convés; Jaimie sempre fez essa associação. E, aliás, ela está sempre fechada. Lá dentro: o santuário particular de Ucker que ninguém ousa incomodar.
 
 
 
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Juliet: Meias[personal profile] evig on March 20th, 2012 01:49 am (UTC)
Adorei o estúdio! Tão aconchegante... e sua descrição é tão maravilhosa que vejo os detalhes perfeitamente, como se estivesse caminhando pelo local.
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Lorena Miyuki: hashis[personal profile] tastylove on March 20th, 2012 04:54 pm (UTC)
que bom que ficou vívido a esse ponto, porque pra mim são lugares bastante reais :3
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